Contratação do apresentador por R$ 100 mil mensais gera revolta na oposição e levanta debates sobre os limites do uso da verba pública em ano eleitoral.
O Diário Oficial trouxe uma surpresa que movimentou os bastidores políticos nesta segunda-feira (02/02/2026). A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) oficializou a contratação do apresentador José Luiz Datena para comandar um programa diário sobre segurança pública. O contrato, que prevê um vencimento mensal de R$ 100 mil, é visto como a principal cartada do governo Lula para tentar reverter a alta rejeição no setor de segurança.
Para o núcleo do Planalto, a chegada de Datena representa uma oportunidade de “falar diretamente com as massas” sobre as ações de combate ao crime organizado e segurança nas fronteiras. No entanto, o histórico de Datena no jornalismo policial e sua alta influência popular são vistos pela oposição como uma ferramenta de propaganda eleitoral disfarçada de serviço público.
“Contratar uma estrela da TV privada com dinheiro do contribuinte para fazer ‘balanço positivo’ de governo é um tapa na face de quem sofre com a violência nas ruas”, afirmou um parlamentar da base conservadora.
O montante de R$ 1,2 milhão por ano (apenas em salários, sem contar custos de produção) reacende o debate sobre o papel da EBC. Criada para ser uma rede de comunicação pública e educativa, a emissora tem sido frequentemente criticada por governos de diferentes ideologias pelo seu uso como braço de comunicação institucional dos presidentes de turno.
Com a desaprovação do governo atingindo a marca de 57% este ano, a aposta em figuras midiáticas parece ser a rota escolhida para tentar estancar a sangria de votos, especialmente nas periferias. O Brasil agora observa se o “grito” de Datena na TV pública terá o mesmo efeito que tinha nas emissoras comerciais ou se o povo identificará a manobra como mais um gasto desnecessário em meio à crise.
Fábio Macedo | Parlamento Brasil
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