Com enredo focado na trajetória de Lula, escola de samba gera revolta ao ridicularizar evangélicos e utilizar jingles de campanha em ano eleitoral; Flávio Bolsonaro aciona a Justiça.
Nesta Quarta-feira de Cinzas (18 de fevereiro de 2026), o balanço do Carnaval do Rio de Janeiro vai além das notas dos jurados. O desfile da Acadêmicos de Niterói, que estreou no Grupo Especial com uma homenagem ao presidente Lula, é alvo de representações judiciais por propaganda antecipada e abuso de poder político.
Um dos momentos mais polêmicos do desfile foi a ala que apresentou evangélicos, militares e o agronegócio confinados em “latas de conserva”. Para líderes da oposição, a imagem foi uma “chacota translúcida” contra as famílias e os valores cristãos, reforçando a narrativa de perseguição religiosa do atual governo.
Apesar de não ter captado recursos via Lei Rouanet a tempo, a escola recebeu um aporte de R$ 1 milhão através de um acordo da Embratur com a Liesa. O uso de verba federal para um desfile que exibiu o número 13 e o tradicional jingle petista é visto por especialistas como um “acinte” à legislação eleitoral.
| Tópico da Controvérsia | Detalhes do Desfile (2026) | Reação da Oposição |
| Financiamento | R$ 1 milhão via Embratur. | Denúncia de uso da máquina pública. |
| Religião | Cristãos em “latas de conserva”. | Repúdio por intolerância religiosa. |
| Propaganda | Jingle “Olê Olá” e referências ao 13. | Ação no TSE pedindo inelegibilidade. |
Ironicamente, o esforço de marketing não se traduziu em qualidade artística. Veículos de imprensa classificaram a apresentação como um “fiasco” de baixa criatividade, com alegorias incompreensíveis, colocando a escola como forte candidata ao rebaixamento.
O Parlamento Brasil continuará monitorando as ações no TSE. A liberdade artística não pode servir de “salvo-conduto” para crimes eleitorais e vilipêndio à fé de milhões de brasileiros.
Fábio Macedo
Fundador e entrevistador do Parlamento Brasil
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