Em um movimento sacramentado nas últimas 24 horas, o governador do Paraná abre mão da candidatura presidencial para focar no estado e conter o avanço de Sergio Moro.
A notícia que circulou nos corredores do Palácio Iguaçu nesta segunda-feira (23) caiu como uma bomba. Ratinho Jr. (PSD), que vinha sendo preparado como um dos nomes mais fortes do centro, decidiu recuar. Para o Parlamento Brasil, essa desistência não é apenas uma questão de fórum íntimo, mas uma jogada pragmática para evitar a asfixia do seu grupo político no Paraná. Com o senador Sergio Moro ganhando terreno na sucessão estadual, Ratinho preferiu garantir o controle da “Locomotiva do Sul” a arriscar uma aventura nacional incerta, onde a polarização asfixia qualquer tentativa de terceira via.
| Fator Decisivo | Descrição | Impacto Político |
| Família e Pai | Apelo pessoal e desejo de voltar ao setor privado. | Foco na gestão do Grupo Massa. |
| Ameaça Regional | Avanço de Sergio Moro no Paraná. | Necessidade de fazer o sucessor no PR. |
| Polarização | Cenário nacional asfixiado por extremos. | Fortalece nomes como Ronaldo Caiado no PSD. |
“A política é essencialmente local. Ratinho Jr. percebeu que, ao tentar o Planalto, poderia perder as chaves de casa. Ele escolheu a segurança do Paraná em vez da incerteza de Brasília, onde o atual governo amarga 51,4% de desaprovação e a terceira via luta por oxigênio”, analisa Fábio Macedo. Para as Alicerçadas, a saída de Ratinho deixa o caminho livre para o PSD definir entre Ronaldo Caiado e Eduardo Leite até o fim de março, alterando profundamente as alianças de 2026.
Fábio Macedo
Fundador e entrevistador do Parlamento Brasil
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