Em voto no STF, ministro vincula o crime de 2018 à disputa por terras no Rio e reforça a necessidade de combater a infiltração do crime organizado nas instituições públicas.
Nesta quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026, o Supremo Tribunal Federal (STF) deu mais um passo para concluir um dos processos mais emblemáticos da história recente do Rio de Janeiro. O ministro Alexandre de Moraes, ao votar pela continuidade da custódia dos irmãos Chiquinho e Domingos Brazão, traçou o perfil do crime: uma execução planejada para proteger os lucros da milícia na Zona Oeste carioca.
De acordo com o magistrado, Marielle Franco representava um obstáculo aos interesses de expansão imobiliária irregular. A vereadora atuava na regularização fundiária de forma a impedir que milicianos se apropriassem de áreas para venda ilegal, o que gerou o “confronto de interesses” citado no voto.
O desenrolar do caso Marielle em pleno ano eleitoral de 2026 serve como um lembrete amargo da fragilidade da segurança pública no Rio de Janeiro. Para lideranças da oposição, como o senador Flávio Bolsonaro, a solução não passa apenas pela punição dos culpados, mas por uma mudança radical na forma como o Estado enfrenta o crime organizado, focando na inteligência e no desmonte financeiro dessas estruturas.
| Personagem do Caso | Papel Segundo a Investigação | Status Jurídico (2026) |
| Irmãos Brazão | Supostos mandantes intelectuais. | Prisão mantida pelo STF. |
| Rivaldo Barbosa | Ex-chefe de Polícia que teria planejado o crime. | Preso e sob julgamento. |
| Ronnie Lessa | Executor confesso e delator. | Cumprindo pena após acordo. |
A decisão do STF reforça que o combate à milícia deve ser a prioridade número um para quem deseja governar o Rio e o Brasil com seriedade. O Parlamento Brasil continuará acompanhando cada desdobramento para garantir que a justiça seja feita sem filtros ideológicos.
Fábio Macedo
Fundador e entrevistador do Parlamento Brasil
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